Maierovitch destacou que o Supremo exerce um papel central na democracia brasileira, sendo responsável por interpretar a Constituição e garantir o equilíbrio entre os Poderes. Quando a imagem da Corte é colocada em xeque, o prejuízo não se limita aos ministros individualmente, mas se estende à confiança da população no sistema de Justiça como um todo. Segundo ele, a credibilidade do Judiciário é um ativo essencial, construído ao longo do tempo e facilmente abalado por condutas ou decisões que gerem desconfiança pública.
O jurista ressaltou que o STF deve ser visto como uma instituição séria, técnica e comprometida com a legalidade, e não como um espaço marcado por disputas pessoais, vaidades ou comportamentos incompatíveis com a dignidade do cargo. Para Maierovitch, qualquer sinal de desordem interna ou de afastamento dos princípios éticos esperados de seus integrantes pode alimentar interpretações negativas e enfraquecer a legitimidade da Corte perante a sociedade.
Na análise apresentada, ele também chamou atenção para o impacto simbólico das atitudes adotadas pelos ministros. Como figuras públicas de grande relevância, suas ações e posicionamentos são observados com atenção por cidadãos, imprensa e demais instituições. Por isso, segundo o jurista, é fundamental que o Supremo mantenha uma postura institucional sólida, pautada pelo respeito às normas, pela sobriedade e pela responsabilidade no exercício do poder.
Maierovitch argumentou ainda que a confiança pública no Judiciário é um dos pilares da democracia. Quando essa confiança é abalada, abre-se espaço para questionamentos mais amplos sobre a legitimidade das decisões judiciais e sobre o próprio funcionamento do sistema democrático. Nesse contexto, o STF tem a obrigação de zelar não apenas pela correção jurídica de suas decisões, mas também pela imagem que projeta para a sociedade.
O jurista defendeu que críticas construtivas são legítimas e fazem parte do debate democrático, mas alertou que o próprio tribunal precisa agir de forma preventiva para não alimentar discursos que desmoralizem a instituição. Isso inclui maior cuidado na comunicação, respeito às regras internas e compromisso com a ética pública.
Por fim, Maierovitch reforçou que o Supremo Tribunal Federal não pertence a governos, partidos ou grupos específicos, mas à sociedade brasileira. Preservar sua reputação, segundo ele, é preservar a própria democracia. Para isso, é indispensável que a Corte se mantenha distante de qualquer imagem que comprometa sua seriedade, reafirmando diariamente seu papel como guardiã da Constituição e referência máxima do Judiciário nacional.
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