Flávio Bolsonaro voltou a expor a situação em que o ex-presidente Jair Bolsonaro estaria vivendo desde que foi levado para a custódia da Polícia Federal em Brasília. Segundo ele, o pai enfrenta um ambiente hostil, com condições que considera abusivas e desumanas. O senador afirma que Bolsonaro está isolado quase o tempo inteiro, sem circulação livre e com acesso extremamente limitado a informações, visitas e acompanhamento médico. Para a família, o tratamento imposto demonstra uma postura de perseguição, não de cumprimento regular da lei.
De acordo com Flávio, Bolsonaro permanece trancado em uma sala pequena, sem convívio com outros detentos e sob vigilância constante. Essa forma de retenção, segundo ele, ultrapassa a ideia de segurança e se aproxima de um confinamento punitivo, algo que, na avaliação do senador, não deveria acontecer nem com criminosos de alta periculosidade. Ele também diz que a família não consegue acompanhar a saúde de Bolsonaro de maneira adequada, já que as visitas são restritas e a comunicação é dificultada.
A alimentação oferecida também foi alvo de críticas. Flávio afirma que Bolsonaro deixou de comer as refeições fornecidas pela PF por não confiar na qualidade e na procedência dos alimentos. Com isso, ele estaria consumindo apenas itens trazidos por familiares ou autorizados pela custódia. Para o senador, essa insegurança alimentar demonstra o nível de tensão e desconfiança que tomou conta da rotina do ex-presidente dentro da prisão.
Outro ponto levantado por Flávio é o uso de remédios. Ele relata que Bolsonaro estaria tomando medicamentos que, segundo a família, provocam efeitos colaterais preocupantes, como confusão, ansiedade e perda de equilíbrio. Para o senador, isso reforça a percepção de que o ambiente de detenção agrava ainda mais a condição física e emocional do pai. A família teme que o isolamento, somado ao uso de medicações inadequadas, deteriore sua saúde de forma irreversível.
Flávio também criticou a forma como sua própria atuação foi tratada pelas autoridades. Ele afirma que o simples fato de organizar uma vigília em oração pela saúde do pai foi interpretado como motivo para sua prisão preventiva, o que considera absurdo e desproporcional. Para ele, a condução do caso mostra que qualquer gesto relacionado ao ex-presidente está sendo observado com rigor excessivo, enquanto manifestações semelhantes, em outras situações, passam sem grandes consequências.
Segundo o senador, há um claro desequilíbrio no tratamento dado a Bolsonaro em comparação ao que é aplicado a outras figuras políticas e até mesmo a criminosos comuns. Ele argumenta que o rigor adotado na custódia demonstra seletividade e intenção de desgaste público. Por isso, Flávio defende que a prisão seja revista e que Bolsonaro seja transferido para prisão domiciliar, onde poderia receber cuidados médicos, apoio familiar e um ambiente menos nocivo.
Para os bolsonaristas, as denúncias de Flávio são mais um sinal de que a prisão é resultado de um contexto político, não apenas jurídico. A narrativa reforça a ideia de que Bolsonaro estaria sendo alvo de excessos por parte das autoridades, o que mobiliza apoiadores e aumenta a pressão sobre o governo e o Judiciário. Enquanto isso, o ex-presidente segue preso, e a discussão sobre as condições de sua detenção continua alimentando um intenso debate público.
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