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VÍDEO: NIKOLAS REBATE TV GLOBO APÓS FILMAGEM COM DRONE NA CASA DE BOLSONARO


 

A divulgação de imagens feitas por um drone da TV Globo na área externa da casa onde Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desencadeou uma reação imediata de Nikolas Ferreira. O deputado esteve no local para visitar o ex-presidente e foi registrado pelas câmeras manipulando um celular. A exibição dessas imagens provocou um efeito dominó, levantando questionamentos jurídicos, acusações políticas e uma disputa direta entre Nikolas e a emissora.


O vídeo mostrava o parlamentar circulando pela residência enquanto conversava com Bolsonaro. A gravação, feita a partir do alto, expôs detalhes do terreno e das interações entre os dois. Após a divulgação, Nikolas usou as redes para acusar a emissora de ultrapassar todos os limites da cobertura jornalística. Para ele, usar um drone para filmar dentro de uma propriedade privada representa uma violação séria, que deveria ser investigada. Ele argumentou que o episódio não se trata de imprensa livre, mas de invasão de privacidade disfarçada de jornalismo.


Além disso, o vídeo reacendeu outro debate: o possível descumprimento das regras da prisão domiciliar impostas a Bolsonaro. Uma das restrições estabelece que ninguém pode utilizar celulares ou dispositivos eletrônicos durante visitas, justamente para evitar comunicação externa. A filmagem, porém, mostra Nikolas segurando um aparelho. A partir daí, parlamentares contrários ao ex-presidente passaram a cobrar medidas. Entre eles, pediu-se que o celular de Nikolas fosse apreendido para averiguar se houve troca de mensagens ou qualquer tipo de auxílio indevido.


Nikolas rebateu. Ele afirmou que não foi avisado sobre qualquer proibição relacionada ao uso de celulares no momento da visita. Disse que não recebeu orientação da Polícia Federal nem do Judiciário e que, se de fato existia uma regra, ela não foi comunicada. Na visão dele, estão tentando transformar uma filmagem irregular em argumento político para atacá-lo. O deputado insiste que não praticou nada ilegal e que tudo o que fez foi visitar alguém com quem mantém relação política e pessoal.


Do outro lado, a emissora defende que estava realizando seu trabalho e que o drone estava em área permitida para voo. Mas, mesmo com essa explicação, o debate se intensificou. Aliados de Nikolas afirmam que a Globo ultrapassou uma fronteira ética grave ao captar imagens privadas. A situação se transformou em munição dentro do embate já existente entre o parlamentar e setores da grande mídia.


O caso também ganhou dimensão maior por causa do contexto. A visita a Bolsonaro ocorreu pouco antes do episódio envolvendo a tornozeleira eletrônica, o que levou a novas suspeitas sobre quem esteve com ele e o que foi dito naquele dia. Com isso, qualquer detalhe passou a ser examinado com lupa.


A situação mostra como um vídeo de poucos segundos pode inflamar o cenário político. O episódio envolve privacidade, disputas partidárias, interpretação de decisões judiciais e o papel da imprensa. Enquanto Nikolas tenta transformar a gravação em exemplo de abuso midiático, seus críticos enxergam nela sinais de descumprimento das regras impostas a Bolsonaro. Por ora, o caso segue sem desfecho claro, mas continua alimentando tensões e debates em Brasília.

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